terça-feira, 23 de maio de 2017

Dependência química: qual o momento de buscar uma internação?


Especialista explica quais sinais que devem ser observados para avaliar quando a internação é necessária.

Quando uma pessoa se envolve no mundo das drogas, a família passa a viver uma inconstância. Em casos extremos de dependência, na busca por ajuda, muitas famílias optam pela internação do individuo, mesmo estando em dúvida se é o correto a se fazer. O psicólogo clínico Rogério de Souza Salgado, especialista em dependência química, explica que a internação não é um tipo de tratamento, mas, sim, uma intervenção. “A internação é uma medida que visa, em determinadas situações, o afastamento do paciente do seu meio (e disponibilidade de acesso à droga) preservando sua integridade física e mental”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) alguns critérios devem ser avaliados para a internação do paciente, como: ameaça de suicídio ou comportamento autodestrutivo; ameaça a integridade física de terceiros; sintomas psiquiátricos graves (psicose, depressão); complicações clínicas importantes e pacientes que não resistem a nenhum período de abstinência.

Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), na RESOLUÇÃO RDC 101 de 2001, possui como referência, o que chamou de critérios de elegibilidade para internação, que especifica, pelo grau de gravidade (leve, moderado ou grave) a estrutura que deve ter o serviço de internação.
Internação voluntária: quando o paciente está disposto a submeter-se por escolha ao confinamento, ele será recebido e poderá interromper o tratamento a qualquer tempo (respeitando alguns critérios pré-estabelecidos e aceitos por ele);
Internação involuntária (contra a vontade do paciente): exige-se uma avaliação psiquiátrica que irá definir a necessidade e adequação da medida e um familiar assume a responsabilidade pelo paciente;
Internação compulsória: definida pela justiça.

A importância da família no tratamento

Nas três processos de internação, o especialista garante que o papel da família é fundamental para o paciente, pois ela frequentemente oferece o ambiente (propício ou nocivo à recuperação), em que o paciente encontra apoio ou sobrecarga, sendo uma internação voluntária ou não. “Ao tratarmos um dependente, a família deve ser envolvida e diagnosticada a sua relação com ele”, completou Salgado.

Além da internação, o psicólogo cita outras possibilidades de tratamentos que podem ser realizadas como o atendimento ambulatorial (em liberdade) intensivo ou extensivo, psicoterapia individual ou de grupo, atividades reflexivas que envolvam diversos profissionais como psicólogos ou terapeutas ocupacionais e o uso de medicamentos com participação de médico psiquiatra. “O período de duração do tratamento dependerá de diversos fatores a serem avaliados. Contudo, pode ter duração de dias ou meses, isso dependerá dos fatores a serem analisados e de cada programa terapêutico proposto”, orientou Rogério.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Programa Brasil Urgente Minas - TV Band Minas

A cirurgiã-dentista Ludimilla Abi-Saber Toledo participou do programa Brasil Urgente Minas, pela TV Band Minas, no último dia 9 de maio e falou sobre as causas e formas de tratamento da Halitose. Confira o programa na íntegra!



sexta-feira, 12 de maio de 2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Por que pensar conteúdo como produto pode ampliar a visão do seu negócio

Em outubro de 2015, a companhia americana The New York Times divulgou um documento público para expor aos olhos do mundo suas estratégias nos anos que estavam por vir. Diz um importante trecho da carta, assinada por dez executivos da empresa em 12 páginas: "nossos leitores não procuram o 'The Times' apenas por notícias e entretenimento. Eles querem algo para solucionar suas questões diárias. O jornal sempre desempenhou este significativo papel. Chegou o momento de oferecer e adicionar serviço ao universo móvel."

À época, segundo a publicação, "serviço" se aproximava a um elemento digital: o The Cooking, popular canal de receitas com guias e recomendações do jornal americano. Reproduzido em outras seis oportunidades no documento, o termo não era um ato gratuito: tratava-se de um esforço nada desprezível de ampliar sua oferta de conteúdo, acompanhado por alto interesse de amealhar novas fontes de receitas — o The New York Times é uma empresa de capital aberto e, trimestralmente, recebe pressões de investidores, ávidos por resultados.

O texto, renovado em janeiro em um novo formato, convida à reflexão a necessidade de jogar luz sobre um tema que, em tese, estava fora da pauta de discussões, mas resgatado, com precisão, durante a edição 2017 do ISOJ (The International Symposium on Online Journalism), realizado entre os dias 20 e 23 de abril, em Austin, nos Estados Unidos: Serviço é Produto. Conteúdo é Produto. E vice-versa.

Nas mesas compostas por profissionais do mercado e professores universitários, que podem ser visualizadas na íntegra aqui, três discursos fizeram uso de "Produto" como reflexão de um dos cenários promissores (e obrigatórios) da Comunicação. A primeira a dedicar seu tempo ao tema foi Cindy Royal, professora de Jornalismo Digital da Universidade do Texas — e autora de um importante relato publicado no Nieman Lab, da Universidade de Harvard, "Gestão de Produto é o novo Jornalismo". Por meio de um artigo publicado no Simpósio, Cindy cita Burt Herman, cofundador do Storify, para dar fôlego à questão: "A nova sensação nas empresas de mídia é o líder de Produto, capaz de ocupar um cargo no coração de uma companhia, unindo caminhos editoriais, comerciais e de tecnologia".

Seu objetivo é nobre: otimizar trabalho e criar valor a um negócio, hoje, desvalorizado — obter receitas alternativas e ampliar o atendimento ao maior interessado, o consumidor final.

O líder de Produto é um profissional, sobretudo, com a responsabilidade de ampliar a comunicação e encontrar soluções de diários problemas encontrados em qualquer redação; deve aprimorar fluxo de trabalho dos jornalistas oferecendo recursos e ferramentas e oferecer recursos e soluções às ideias que são concebidas editorialmente e definir quais são as métricas e quando os resultados serão acompanhados. Seu objetivo é nobre: otimizar trabalho e criar valor a um negócio, hoje, desvalorizado — obter receitas alternativas e ampliar o atendimento ao maior interessado, o consumidor final. O Waze, serviço em que as condições de trânsito são medidas por seus súditos usuários, é um exemplo do que poderia ser feito — e não foi.

Criado em 2008 por Uri Levine, Ehud Shabtai e Amir Shinari, três empreendedores israelenses (e adquirido em 2013 pelo Google por 1 bilhão de dólares), a ferramenta é a evolução de um trabalho jornalístico — principalmente de TV. Imagine quantas reportagens poderiam ser produzidas a partir dos dados ali distribuídos, só ainda não estruturados? É possível determinar os horários com maior congestionamento, as ruas com o maior número de contribuições — e acrescer por meio de cruzamento de dados, por exemplo, os locais com o maior índice de homicídios, informando ao usuário que a alternativa sugerida pode ser, por exemplo, perigosa. O conteúdo, ainda às vezes baseado em texto ou em vídeo, poderia ser repaginado se um ecossistema de inovação fosse incorporado à redação.

Para ampliar voz ao assunto, Melissa Bell, cofundadora da Vox Media, foi a segunda protagonista a subir ao palco para resgatar a importância de Produto ao Jornalismo. Ex-diretora do The Washington Post, Melissa resgata a necessidade de trabalhar em um projeto que tenha vida útil maior do que uma produção de apuração intensa e que se desmancha no ar das turvas águas da navegação assim que se perde o destaque em páginas de propriedade do veículo e plataformas de redes sociais. Diz Melissa: "Notícia é produto. Você nunca desenvolve algo para se colocar em uma prateleira. É um trabalho que nunca tem fim. Precisamos questionar o que e como queremos entregar. Onde está o buraco no mercado?"

O coro foi reforçado por Neil Chase, editor-executivo do The Mercury News: “Por 17 anos consecutivos, a receita da publicação em que trabalho caiu 80%. Chegou o momento em que reuni todos os editores e reforcei o interesse que cada um dos profissionais de Jornalismo deveria ter por negócio. Era a hora de ganharem a função de gerentes de produto", afirmou corajosamente, em tom de pivotagem de sua matéria-prima.

Estes discursos resistem — muito bem — à teimosia dos fatos. Vamos a eles.

Desde que lançou sua carta ao público, o The New York Times se projeta para o que havia prometido. Em dezembro, desembolsou 30 milhões de dólares para adquirir o The Wirecutter, popular guia que recomenda os melhores produtos a serem adquiridos — e que em 2015 gerou 150 milhões de dólares em transações financeiras. Ao conquistar a inteligência do recurso, o The New York Times sabe que o modelo concebido é replicável: a nova seção Smarter Living é um dos projetos repaginados graças à aquisição. A inovação, portanto, ganhou cena em uma publicação.

O The Washington Post, ícone por suas últimas movimentações, não fica atrás: concebeu o publicador Arc que, segundo estimativas, projeta injetar 100 milhões de dólares nos cofres da publicação adquirida por Jeff Bezos, cofundador da gigante de varejo Amazon, em 2013. A publicação direciona também a seus jornalistas que pensem "produto" como notícia — caso da página que reúne uma série de reportagens relativas ao número pessoas mortas por policias em 2017.

Não são apenas jornais, sedentos por dinheiro novo, que buscam alcançar sucesso com algo já praticado no passado. Em novembro, o nativo digital BuzzFeed fez um investimento que salta aos olhos: desenvolvimento de produtos licenciados. Pouco tempo depois, lançou um laboratório de e-commerce denominado BuzzFeed Product Lab. Graças a um estudo por meio do Facebook, identificou, por exemplo, o interesse por pessoas que buscam com grande frequência presentes a serem enviados a seus amigos. Em menos de um ano, já são 12 profissionais trabalhando no núcleo, que já tem um blockbuster, um livro de receitas: entre novembro e janeiro, estima-se que já foram vendidas 100.000 obras. Fuck Shit Shop, loja virtual de itens variados — de canecas a camisetas, é um item concebido pelo Product Lab. É um dos muitos passos dados pela empresa na diversificação de modelo de negócios.

A agrura dos profissionais de Comunicação precisa ser extinta por protagonistas e companhias que operem por lógicas de experimentação rápidas e úteis ao consumidor que, se mostrarem promissoras, vão receber investimentos. A ideia é ampliar o modelo de negócio para fortalecer a investigação, manter a excelência de companhias na busca diária e eterna por relevância e qualidade e enaltecer a nítida distância de uma informação dos boatos. Oportunidades não vão faltar. O próximo passo foi dado: debate sobre o assunto, em setembro, durante o Social Media Week, em São Paulo. Os leitores, provavelmente, vão agradecer.


Fonte: YOUPIX

terça-feira, 9 de maio de 2017

Dependência química na adolescência

Especialista explica quais os sinais que os pais devem observar para identificar se os filhos estão consumindo drogas e como agir nesta situação.


Não é uma tarefa fácil para os pais lidar com seus filhos durante a adolescência. Saber sobre o que ocorreu no dia-a-dia e as pessoas com quem mantem amizade, se tornam um desafio diário. E muitas vezes, os jovens acabam entrando em um caminho errado e os pais nem sabem: o da dependência química. 

Para o psicólogo clínico Renê Feitosa, especialista em dependência química e sócio da Gênesis – Centro de Tratamento da Dependência Química, localizada em Lagoa Santa/MG, os filhos apresentam alguns sinais e os pais devem observar para saber se estão utilizando drogas lícitas ou ilícitas. “Mudanças de comportamento, seja com amigos, horários e atividades, isolamento, apetite modificado, humor variante, abandono de encontros familiares, descuido com a aprendizagem escolar e necessidade constante de dinheiro, são sinais importantes que não devem ser ignorados”. 

Segundo o especialista, o consumo de drogas pode ser ocasionado por diversos fatores, mas geralmente está sempre ligado á alguma pendência afetiva, seja de relacionamento consigo mesmo ou com a social, ou seja, família, amigos, autoimagem, realização ou até mesmo por curiosidade e outros motivos.

Além disso, o psicólogo ressalta que esse consumo pode trazer sérias consequências. “Quando ainda se é jovem existe uma grande possibilidade de não chegar à vida adulta. Isso se deve ao ambiente de violência e perigo que envolve o consumo abusivo de substâncias psicoativas. Já quando adulto, a saúde física e mental do individuo está totalmente desequilibrada, os vínculos sociais são desfeitos, além das perdas na aérea neurológica são irreversíveis, desencadeando inúmeras doenças”, explicou Renê. 

Prevenção e tratamento

Para prevenir o jovem do envolvimento com drogas, há uma serie de ações que estão interligadas. “Essas ações incluem o envolvimento da família trazendo para si a responsabilidade de cuidar dos seus. Em relação ao poder público é preciso continuar disponibilizando ações educativas. Na área da saúde, os profissionais precisam se capacitar para o atendimento a esta demanda. A religião, tratar o assunto sem manifestações de fanatismo. E o governo ser eficaz na repressão do comércio e preservação da qualidade de vida do cidadão. Portanto, o diálogo se torna uma fundamental nesse processo, já que a sociedade pós-moderna se comunica com tudo e todos”, citou o especialista. 

Caso o jovem já esteja envolvido com as drogas, o psicólogo afirma que cabe aos pais perceberem o momento de buscar ajuda. “É preciso buscar auxilio ao detectar a dependência química. Os profissionais da área da saúde mental tornam-se aliados. O psicólogo, psiquiatra e o médico clínico estão habilitados a orientar o tratamento. Em um segundo momento, em uma atenção personificada, direciona-se a melhor conduta terapêutica envolvendo os mais variados profissionais abordando as três áreas da nossa humanidade: biológica, psíquica e espiritual. Além disso, os tratamentos indicados nunca serão os mesmos, pois cada caso é único”, declarou Renê. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Entrevista

A cirurgiã-dentista Renata Amorim, sócia da Vitácea Odontologia, foi convidada pelo programa Brasil das Gerais, pela Rede Minas, para contar um pouco sobre a sua mudança de vida e a adoção de hábitos mais saudáveis. Confira!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Qual tipo de mãe você é?

Ao longo do dia as mães podem assumir três tipos de papéis: a de vítima, perseguidora e salvadora. 


No próximo domingo, 14 de Maio, comemoramos o Dia das Mães. Nesta data, demostramos a elas, todo nosso carinho e gratidão, mediante aos esforços feitos. Muitas acabam recebendo apelidos como: coruja, superprotetora e até mesmo chata. De acordo com a analista comportamental e coach, Regiane Moreira, ao longo do dia as mães passam por três níveis específicos. Em alguns momentos elas podem ser vítimas, perseguidoras ou salvadoras. 

“A posição da mãe vítima é aquela que não se sente capaz de tomar decisões simples relacionadas aos filhos e sempre passa a responsabilidade para um terceiro, por exemplo. Já a mãe perseguidora é aquela que cobra de forma veemente, crítica e autoritária. O que na maioria das vezes, há uma intenção positiva. Já a mãe salvadora é aquela que adotou uma posição básica, ela precisa ajudá-los quando eles não estão pedindo ou precisando de ajuda. Pode ser entendido como superproteção. Muitas das vezes isso impede o desenvolvimento da criança, já que ela se sente sufocada pelo posicionamento da mãe. Na fase adulta podem se tornar inseguros e imaturos”, explicou Regiane.

De acordo com a especialista, esses perfis se estabelecem em relacionamentos não saudáveis, onde os envolvidos não conseguem expor suas ideias e sentimentos de forma completa. Assim, a comunicação entre as partes fica comprometida, gerando ainda mais conflitos. 

O segredo é o equilíbrio

A coach afirma que não existe vantagem em ser vítima, perseguidora ou salvadora, mas que o caminho para uma relação mais saudável e harmônica com os filhos é buscar sempre o equilíbrio. “As mães devem ter consciência de seus atos, além de, ser conhecedor dos possíveis resultados e sempre buscar o equilíbrio. Parar ao logo do dia, perante dadas situações, e analisar o motivo de estar agindo daquela forma. É importante relatar que todos os demais membros da família assumem papeis diferentes em distintas situações”, completou. 

Ela acrescenta que trabalhar os pontos que precisam ser melhorados na relação entre mãe e filho, não é uma tarefa fácil para os envolvidos, mas garante que com a ajuda de um profissional especializado essa tarefa pode tornar-se menos dolorosa “O Coach (profissional) baseia nos resultados que a pessoa está tendo, se são satisfatórios ou não, para a partir daí traçar estratégias com o cliente”.