quinta-feira, 27 de abril de 2017

Redução de estômago por endoscopia

Hospital especializado em tratamentos para a obesidade, em BH, será o primeiro a oferecer o tratamento para pacientes já a partir de Junho.



OVERSTITCH – é o nome dado ao dispositivo que, depois de acoplado ao aparelho específico de endoscopia, permite realizar algo inédito na especialidade da endoscopia digestiva: a sutura endoscópica. Já aprovada pela Anvisa no Brasil, a cirurgia endoscópica sem cortes tem ganhado destaque por ser menos invasiva e apresentar algumas vantagens em relação aos procedimentos "tradicionais" para o tratamento do sobrepeso e da obesidade. 

Segundo o cirurgião endoscopista Bruno Sander, diretor clínico do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte, o OVERSTITCH pode ser utilizado para qualquer finalidade médica onde se deseje aproximar tecidos por endoscopia, sem a necessidade de uma cirurgia. “A ideia do procedimento é simplesmente reduzir a quantidade de alimentos que o paciente consegue ingerir, costurando o estômago por dentro, por sutura endoscópica e simulando uma cirurgia bariátrica semelhante ao Sleeve (gastrectomia vertical)”. O médico citou as vantagens e desvantagens do tratamento, veja:

Vantagens:

· Menor tempo de procedimento;

· Sem necessidade de internação;

· Sem cortes;

· Menor risco de complicações durante e após o procedimento; 

· Índice de perda de peso semelhante ao da cirurgia bariátrica Sleeve; 

· Não é retirada nenhuma parte do estômago ou intestino; 

Desvantagens 

· Não é coberto por convênios; 

· Procedimento reversível após 2 a 3 anos devido rompimento espontâneo e gradativo das suturas realizadas; 


Diferenças entre os tratamentos para a obesidade


Dr. Sander explica que na cirurgia bariátrica tradicional é necessário retirar ou grampear uma parte do estômago, além de fazer um desvio no intestino. “Outro tratamento endoscópico para perda de peso realizado na Sander Medical Center é o balão intragástrico. O objetivo é reduzir a área de reserva do estômago, trazendo mais saciedade ao paciente com uma menor quantidade de alimento ingerido. O tratamento tem a vantagem de ser endoscópico, sem cortes e sem internação e com um valor bem mais acessível que a cirurgia bariátrica ou o OverStitch”, acrescentou.

Já o procedimento de gastroplastia endoscópica é indicado para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 30kg/m², no entanto, qualquer pessoa com grau de obesidade pode realizá-lo, se não houver contraindicações clínicas. “É indicado também para pacientes que tiveram falha no tratamento clínico ou que já tentaram outros métodos, como o balão intragástrico, sem sucesso e/ou com reganho de peso. A idade mínima para realizar o procedimento é 18 anos”, completou o médico.


Cuidados a serem tomados


Assim como todo tratamento de obesidade, o especialista ressalta que o paciente deve ter um acompanhamento multidisciplinar obrigatório, com nutricionista e psicólogo e visitas regulares ao médico, por pelo menos dois anos. “Exames endoscópicos e de imagem precisam ser realizados durante esse tempo”, cita Dr. Bruno. Além disso, a atividade física está liberada a partir da segunda semana.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Dependência química e família



Especialista garante que a dependência pode afetar a vida de uma família inteira.


Segundo levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atualmente, no país, há cerca de 28 milhões de pessoas com algum familiar dependente químico. E as famílias são as mais afetadas psicologicamente e em suas atividades diárias, como aponta o estudo. De acordo com a Unifesp 58% delas, com algum usuário de drogas, têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar, 29% das pessoas estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato e 33% têm medo que seu parente beba ou se drogue até morrer, ou ainda alegam já ter sofrido ameaças do usuário. Realidade que é enfrentada por todas as classes sociais.

Para a psicóloga clínica Heliana Fonseca, especialista em dependência química e sócia da Gênesis – Centro de Tratamento da Dependência Química, os danos emocionais que os familiares enfrentam são os mais variados. “Sentimentos de tristeza, angústia, fracasso, culpa, raiva, instabilidade emocional, desestruturação familiar, quadros de depressão, transtornos de ansiedade e, até mesmo, doenças físicas e psicossomáticas são comuns em famílias de dependentes químicos”.

Ainda de acordo com a psicóloga, muitos familiares criam uma relação de dependência e codependência. “As famílias devem procurar ajuda especializada para saber como lidar com o problema. Pois, assim como em qualquer outra doença, quanto mais rápido se intervém, maiores as chances de sucesso na recuperação do dependente”, ressaltou.

Como não alimentar ainda mais a dependência química do paciente

Porém, muitas famílias não conseguem lidar, de maneira assertiva, com o dependente químico e, por isso, podem ao invés de ajudar, contribuir para o agravamento do quadro, “alimentando”, ainda mais, a dependência química. Para isso, a psicóloga garante que mudanças de atitudes e comportamentos terão que ser aprendidos ou modificados durante o processo de tratamento e convivência com o dependente químico. “É comum entre as famílias acreditar que é só uma fase e que vai passar ou que a família sozinha dará conta de lidar com a situação. São crenças que atrapalham e impedem uma intervenção precoce, que poderia interromper o processo, sem maiores danos e ou consequências”, completou Heliana.

Ainda segundo a especialista são necessárias várias intervenções para que a família não potencialize e perpetue a dependência química do seu familiar. “Não existe uma receita única para todos. O mais importante é a família, com a ajuda de profissionais especializados, identificar as suas falhas e corrigi-las para melhor conduzir o problema. Vale ressaltar, também, que a melhora de todos os envolvidos interfere significamente no tratamento do dependente. Sendo assim, talvez, o principal cuidado que a família deve ter é se cuidar para ter condições de se ajudar e ajudar melhor o seu familiar, modificando e organizando a dinâmica e o funcionamento familiar”.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Como o uso de vitaminas ajuda no combate ao envelhecimento

O envelhecimento precoce pode ter como causa a alimentação desbalanceada, inatividade física, estresse crônico, poucas horas de sono e excesso de bebidas alcoólicas.



O envelhecimento da pele é um processo natural e inevitável, tanto para mulheres quanto para os homens. Logo, começam a surgir os primeiros sinais, como as rugas e linhas de expressão. Mas, com a ajuda de alguns tratamentos é possível amenizar os sinais do tempo. Segundo a dermatologista Joana Barbosa, o tratamento preventivo com base em vitaminas pode ser realizado por meio da suplementação oral desses compostos ou por aplicação tópica de medicamentos ricos em potenciais antioxidantes. 


Ela ressalta que essas medidas não são capazes de impedir completamente o envelhecimento, mas funcionam de forma preventiva para da degradação celular. “A principal vitamina utilizada, na prática, para prevenção do envelhecimento é a vitamina C. Essa substância é essencial no funcionamento da pele (incluindo o crescimento, manutenção e reparo), protegendo-a contra os estragos da oxidação causada pelos radicais livres, prevenção de feridas e síntese de colágeno. Outra vitamina associada à prevenção do envelhecimento é a Vitamina E, principal componente da barreira cutânea. Ela atua como antioxidante secundário e está associada à diminuição da degradação lipídica e da lise do colágeno”, explicou. 

Segundo a dermatologista, não há contraindicações formais para realização do tratamento, mas lembra que a hipervitaminose também pode ser prejudicial. “É necessário que se faça a dosagem sanguínea das vitaminas previamente ou durante o tratamento para evitar níveis excessivos. Alguns estudos mostram suplementação exagerada de vitaminas podem inclusive estar associadas a riscos aumentados de tumores”. 

Veja algumas dicas da médica para combater o envelhecimento: 
  • Tenha uma alimentação saudável que inclua alimentos ricos em antioxidantes e vitaminas em geral. 
  • Pratique atividades físicas regulares, porém não extenuantes ou excessivas. 
  • Beba no mínimo dois litros de água por dia. 
  • Higienize a pele diariamente. 
  • Use sempre um demaquilante, e nunca durma maquiada. 
  • Proteja a sua pele do sol todos os dias. 
  • Use outras estratégias de fotoproteção. Só o filtro solar não basta. Para ficar bem protegida, é necessário ficar na sombra nos horários de sol forte e complementar o protetor com óculos, roupas e chapéus apropriados.
Além disso, a especialista lembra a importância de se procurar um bom profissional para auxilio no tratamento desejado. “Quando você procura um médico especialista, você está procurando um atendimento de qualidade e acima de tudo com segurança. Somente médicos com experiência na área são capazes de avaliar riscos e benefícios dos possíveis tratamentos. Tendo em vista, a grande variedade e opções de tratamentos estéticos, temos que estar atentos aos reais resultados e perigos associados a eles. Antes de qualquer tratamento de pele procure um dermatologista”, garantiu Joana.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Viver Bem: Conheça os tratamentos para varizes

As mulheres são mais propensas a desenvolver a doença, veja as dicas da angiologista Juliana Biagioni para combater os vasinhos que tanto incomodam, em entrevista para o Jornal da Alterosa/SBT.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Saiba mais sobre a trombose, que afeta uma pessoa em cada grupo de mil


A doença é a terceira causa de morte vascular mais comum do mundo, atrás apenas do infarto e do Acidente Vascular Cerebral (AVC)







Nem todo mundo sabe, mas a trombose pode não ter sintomas aparentes. O normal é que o problema provoque inchaço e dor intensa na região afetada (em geral em uma das pernas), pele com vermelhidão ou palidez e aumento da temperatura no local. Segundo a angiologista Juliana Biagioni, especialista em cirurgia vascular, a trombose é caracterizada pela formação de coágulos de sangue dentro do vaso sanguíneo. “O tipo mais comum da doença é a trombose venosa nos membros inferiores. São vários os fatores de risco para o aparecimento da doença”, comenta a especialista. 


A médica acrescenta que as algumas pessoas apresentam uma susceptibilidade genética aumentada para a coagulação sanguínea e, por isso, corre um risco maior de desenvolver trombose. Ainda segundo Juliana Biagioni, a incidência da doença é de aproximadamente um caso em cada mil habitantes. Pesquisadores afirmam que a estimativa real pode ser duas ou três vezes maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, a ocorrência da doença está entre 600 e 900 mil casos por ano. 

A especialista cita algumas situações que aumentam o risco de surgimento da trombose:
  • Pessoas acamadas ou que necessitam ficar um período prolongado de repouso devido a doença ou cirurgia 
  • Pessoas submetidas a cirurgias de médio e grande porte, principalmente cirurgias ortopédicas 
  • Infecções graves 
  • Gravidez e puerpério 
  • Portadores de varizes de membros inferiores 
  • Câncer 
  • Tabagismo 
  • Insuficiência cardíaca 
  • História prévia de trombose venosa profunda ou de embolia pulmonar
Além dessas causas, a angiologista afirma que existe uma ligação entre a doença e o uso de anticoncepcionais. “Vários estudos epidemiológicos demonstram uma associação entre o uso de contraceptivos orais combinados e o aumento de risco para trombose venosa e arterial”, diz Juliana. 

Prevenção e tratamento 

De acordo com a médica, as principais formas de prevenção são por meio da prática de atividade física, evitar o sedentarismo e o hábito de fumar, além de consultas médicas periódicas, avaliação do melhor método contraceptivo com o ginecologista e evitar permanecer muito tempo parado na mesma posição. “Ao menor sinal ou sintoma, procurar atendimento médico o mais rápido possível”, ressalta a especialista. 

Para tratar a doença, Juliana Biagioni esclarece que, inicialmente, é recomendado o repouso e o uso de meias compressivas, juntamente com a terapia farmacológica com o uso de anticoagulantes e, em alguns casos, é recomendada a cirurgia. “Apenas o médico é habilitado para direcionar o paciente para a forma de tratamento correto em cada caso”, completa.


Entrevista

A coluna Cota Gotas do caderno Bem Viver, no Jornal Estado de Minas, deste domingo trouxe orientações da cirurgiã dentista Ludmilla Abi-Saber Toledo, sócia da Clínica Vitácea, sobre os benefícios dos alimentos para a saúde bucal. Confira!


sexta-feira, 7 de abril de 2017