terça-feira, 9 de maio de 2017

Dependência química na adolescência

Especialista explica quais os sinais que os pais devem observar para identificar se os filhos estão consumindo drogas e como agir nesta situação.


Não é uma tarefa fácil para os pais lidar com seus filhos durante a adolescência. Saber sobre o que ocorreu no dia-a-dia e as pessoas com quem mantem amizade, se tornam um desafio diário. E muitas vezes, os jovens acabam entrando em um caminho errado e os pais nem sabem: o da dependência química. 

Para o psicólogo clínico Renê Feitosa, especialista em dependência química e sócio da Gênesis – Centro de Tratamento da Dependência Química, localizada em Lagoa Santa/MG, os filhos apresentam alguns sinais e os pais devem observar para saber se estão utilizando drogas lícitas ou ilícitas. “Mudanças de comportamento, seja com amigos, horários e atividades, isolamento, apetite modificado, humor variante, abandono de encontros familiares, descuido com a aprendizagem escolar e necessidade constante de dinheiro, são sinais importantes que não devem ser ignorados”. 

Segundo o especialista, o consumo de drogas pode ser ocasionado por diversos fatores, mas geralmente está sempre ligado á alguma pendência afetiva, seja de relacionamento consigo mesmo ou com a social, ou seja, família, amigos, autoimagem, realização ou até mesmo por curiosidade e outros motivos.

Além disso, o psicólogo ressalta que esse consumo pode trazer sérias consequências. “Quando ainda se é jovem existe uma grande possibilidade de não chegar à vida adulta. Isso se deve ao ambiente de violência e perigo que envolve o consumo abusivo de substâncias psicoativas. Já quando adulto, a saúde física e mental do individuo está totalmente desequilibrada, os vínculos sociais são desfeitos, além das perdas na aérea neurológica são irreversíveis, desencadeando inúmeras doenças”, explicou Renê. 

Prevenção e tratamento

Para prevenir o jovem do envolvimento com drogas, há uma serie de ações que estão interligadas. “Essas ações incluem o envolvimento da família trazendo para si a responsabilidade de cuidar dos seus. Em relação ao poder público é preciso continuar disponibilizando ações educativas. Na área da saúde, os profissionais precisam se capacitar para o atendimento a esta demanda. A religião, tratar o assunto sem manifestações de fanatismo. E o governo ser eficaz na repressão do comércio e preservação da qualidade de vida do cidadão. Portanto, o diálogo se torna uma fundamental nesse processo, já que a sociedade pós-moderna se comunica com tudo e todos”, citou o especialista. 

Caso o jovem já esteja envolvido com as drogas, o psicólogo afirma que cabe aos pais perceberem o momento de buscar ajuda. “É preciso buscar auxilio ao detectar a dependência química. Os profissionais da área da saúde mental tornam-se aliados. O psicólogo, psiquiatra e o médico clínico estão habilitados a orientar o tratamento. Em um segundo momento, em uma atenção personificada, direciona-se a melhor conduta terapêutica envolvendo os mais variados profissionais abordando as três áreas da nossa humanidade: biológica, psíquica e espiritual. Além disso, os tratamentos indicados nunca serão os mesmos, pois cada caso é único”, declarou Renê. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Na íntegra!

A cirurgiã-dentista Renata Amorim, sócia da Vitácea Odontologia, foi convidada pelo programa Brasil das Gerais, pela Rede Minas, para contar um pouco sobre a sua mudança de vida e a adoção de hábitos mais saudáveis. Confira!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Qual tipo de mãe você é?

Ao longo do dia as mães podem assumir três tipos de papéis: a de vítima, perseguidora e salvadora. 


No próximo domingo, 14 de Maio, comemoramos o Dia das Mães. Nesta data, demostramos a elas, todo nosso carinho e gratidão, mediante aos esforços feitos. Muitas acabam recebendo apelidos como: coruja, superprotetora e até mesmo chata. De acordo com a analista comportamental e coach, Regiane Moreira, ao longo do dia as mães passam por três níveis específicos. Em alguns momentos elas podem ser vítimas, perseguidoras ou salvadoras. 

“A posição da mãe vítima é aquela que não se sente capaz de tomar decisões simples relacionadas aos filhos e sempre passa a responsabilidade para um terceiro, por exemplo. Já a mãe perseguidora é aquela que cobra de forma veemente, crítica e autoritária. O que na maioria das vezes, há uma intenção positiva. Já a mãe salvadora é aquela que adotou uma posição básica, ela precisa ajudá-los quando eles não estão pedindo ou precisando de ajuda. Pode ser entendido como superproteção. Muitas das vezes isso impede o desenvolvimento da criança, já que ela se sente sufocada pelo posicionamento da mãe. Na fase adulta podem se tornar inseguros e imaturos”, explicou Regiane.

De acordo com a especialista, esses perfis se estabelecem em relacionamentos não saudáveis, onde os envolvidos não conseguem expor suas ideias e sentimentos de forma completa. Assim, a comunicação entre as partes fica comprometida, gerando ainda mais conflitos. 

O segredo é o equilíbrio

A coach afirma que não existe vantagem em ser vítima, perseguidora ou salvadora, mas que o caminho para uma relação mais saudável e harmônica com os filhos é buscar sempre o equilíbrio. “As mães devem ter consciência de seus atos, além de, ser conhecedor dos possíveis resultados e sempre buscar o equilíbrio. Parar ao logo do dia, perante dadas situações, e analisar o motivo de estar agindo daquela forma. É importante relatar que todos os demais membros da família assumem papeis diferentes em distintas situações”, completou. 

Ela acrescenta que trabalhar os pontos que precisam ser melhorados na relação entre mãe e filho, não é uma tarefa fácil para os envolvidos, mas garante que com a ajuda de um profissional especializado essa tarefa pode tornar-se menos dolorosa “O Coach (profissional) baseia nos resultados que a pessoa está tendo, se são satisfatórios ou não, para a partir daí traçar estratégias com o cliente”.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Redução de estômago por endoscopia

Hospital especializado em tratamentos para a obesidade, em BH, será o primeiro a oferecer o tratamento para pacientes já a partir de Junho.



OVERSTITCH – é o nome dado ao dispositivo que, depois de acoplado ao aparelho específico de endoscopia, permite realizar algo inédito na especialidade da endoscopia digestiva: a sutura endoscópica. Já aprovada pela Anvisa no Brasil, a cirurgia endoscópica sem cortes tem ganhado destaque por ser menos invasiva e apresentar algumas vantagens em relação aos procedimentos "tradicionais" para o tratamento do sobrepeso e da obesidade. 

Segundo o cirurgião endoscopista Bruno Sander, diretor clínico do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte, o OVERSTITCH pode ser utilizado para qualquer finalidade médica onde se deseje aproximar tecidos por endoscopia, sem a necessidade de uma cirurgia. “A ideia do procedimento é simplesmente reduzir a quantidade de alimentos que o paciente consegue ingerir, costurando o estômago por dentro, por sutura endoscópica e simulando uma cirurgia bariátrica semelhante ao Sleeve (gastrectomia vertical)”. O médico citou as vantagens e desvantagens do tratamento, veja:

Vantagens:

· Menor tempo de procedimento;

· Sem necessidade de internação;

· Sem cortes;

· Menor risco de complicações durante e após o procedimento; 

· Índice de perda de peso semelhante ao da cirurgia bariátrica Sleeve; 

· Não é retirada nenhuma parte do estômago ou intestino; 

Desvantagens 

· Não é coberto por convênios; 

· Procedimento reversível após 2 a 3 anos devido rompimento espontâneo e gradativo das suturas realizadas; 


Diferenças entre os tratamentos para a obesidade


Dr. Sander explica que na cirurgia bariátrica tradicional é necessário retirar ou grampear uma parte do estômago, além de fazer um desvio no intestino. “Outro tratamento endoscópico para perda de peso realizado na Sander Medical Center é o balão intragástrico. O objetivo é reduzir a área de reserva do estômago, trazendo mais saciedade ao paciente com uma menor quantidade de alimento ingerido. O tratamento tem a vantagem de ser endoscópico, sem cortes e sem internação e com um valor bem mais acessível que a cirurgia bariátrica ou o OverStitch”, acrescentou.

Já o procedimento de gastroplastia endoscópica é indicado para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 30kg/m², no entanto, qualquer pessoa com grau de obesidade pode realizá-lo, se não houver contraindicações clínicas. “É indicado também para pacientes que tiveram falha no tratamento clínico ou que já tentaram outros métodos, como o balão intragástrico, sem sucesso e/ou com reganho de peso. A idade mínima para realizar o procedimento é 18 anos”, completou o médico.


Cuidados a serem tomados


Assim como todo tratamento de obesidade, o especialista ressalta que o paciente deve ter um acompanhamento multidisciplinar obrigatório, com nutricionista e psicólogo e visitas regulares ao médico, por pelo menos dois anos. “Exames endoscópicos e de imagem precisam ser realizados durante esse tempo”, cita Dr. Bruno. Além disso, a atividade física está liberada a partir da segunda semana.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Dependência química e família



Especialista garante que a dependência pode afetar a vida de uma família inteira.


Segundo levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atualmente, no país, há cerca de 28 milhões de pessoas com algum familiar dependente químico. E as famílias são as mais afetadas psicologicamente e em suas atividades diárias, como aponta o estudo. De acordo com a Unifesp 58% delas, com algum usuário de drogas, têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar, 29% das pessoas estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato e 33% têm medo que seu parente beba ou se drogue até morrer, ou ainda alegam já ter sofrido ameaças do usuário. Realidade que é enfrentada por todas as classes sociais.

Para a psicóloga clínica Heliana Fonseca, especialista em dependência química e sócia da Gênesis – Centro de Tratamento da Dependência Química, os danos emocionais que os familiares enfrentam são os mais variados. “Sentimentos de tristeza, angústia, fracasso, culpa, raiva, instabilidade emocional, desestruturação familiar, quadros de depressão, transtornos de ansiedade e, até mesmo, doenças físicas e psicossomáticas são comuns em famílias de dependentes químicos”.

Ainda de acordo com a psicóloga, muitos familiares criam uma relação de dependência e codependência. “As famílias devem procurar ajuda especializada para saber como lidar com o problema. Pois, assim como em qualquer outra doença, quanto mais rápido se intervém, maiores as chances de sucesso na recuperação do dependente”, ressaltou.

Como não alimentar ainda mais a dependência química do paciente

Porém, muitas famílias não conseguem lidar, de maneira assertiva, com o dependente químico e, por isso, podem ao invés de ajudar, contribuir para o agravamento do quadro, “alimentando”, ainda mais, a dependência química. Para isso, a psicóloga garante que mudanças de atitudes e comportamentos terão que ser aprendidos ou modificados durante o processo de tratamento e convivência com o dependente químico. “É comum entre as famílias acreditar que é só uma fase e que vai passar ou que a família sozinha dará conta de lidar com a situação. São crenças que atrapalham e impedem uma intervenção precoce, que poderia interromper o processo, sem maiores danos e ou consequências”, completou Heliana.

Ainda segundo a especialista são necessárias várias intervenções para que a família não potencialize e perpetue a dependência química do seu familiar. “Não existe uma receita única para todos. O mais importante é a família, com a ajuda de profissionais especializados, identificar as suas falhas e corrigi-las para melhor conduzir o problema. Vale ressaltar, também, que a melhora de todos os envolvidos interfere significamente no tratamento do dependente. Sendo assim, talvez, o principal cuidado que a família deve ter é se cuidar para ter condições de se ajudar e ajudar melhor o seu familiar, modificando e organizando a dinâmica e o funcionamento familiar”.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Como o uso de vitaminas ajuda no combate ao envelhecimento

O envelhecimento precoce pode ter como causa a alimentação desbalanceada, inatividade física, estresse crônico, poucas horas de sono e excesso de bebidas alcoólicas.



O envelhecimento da pele é um processo natural e inevitável, tanto para mulheres quanto para os homens. Logo, começam a surgir os primeiros sinais, como as rugas e linhas de expressão. Mas, com a ajuda de alguns tratamentos é possível amenizar os sinais do tempo. Segundo a dermatologista Joana Barbosa, o tratamento preventivo com base em vitaminas pode ser realizado por meio da suplementação oral desses compostos ou por aplicação tópica de medicamentos ricos em potenciais antioxidantes. 


Ela ressalta que essas medidas não são capazes de impedir completamente o envelhecimento, mas funcionam de forma preventiva para da degradação celular. “A principal vitamina utilizada, na prática, para prevenção do envelhecimento é a vitamina C. Essa substância é essencial no funcionamento da pele (incluindo o crescimento, manutenção e reparo), protegendo-a contra os estragos da oxidação causada pelos radicais livres, prevenção de feridas e síntese de colágeno. Outra vitamina associada à prevenção do envelhecimento é a Vitamina E, principal componente da barreira cutânea. Ela atua como antioxidante secundário e está associada à diminuição da degradação lipídica e da lise do colágeno”, explicou. 

Segundo a dermatologista, não há contraindicações formais para realização do tratamento, mas lembra que a hipervitaminose também pode ser prejudicial. “É necessário que se faça a dosagem sanguínea das vitaminas previamente ou durante o tratamento para evitar níveis excessivos. Alguns estudos mostram suplementação exagerada de vitaminas podem inclusive estar associadas a riscos aumentados de tumores”. 

Veja algumas dicas da médica para combater o envelhecimento: 
  • Tenha uma alimentação saudável que inclua alimentos ricos em antioxidantes e vitaminas em geral. 
  • Pratique atividades físicas regulares, porém não extenuantes ou excessivas. 
  • Beba no mínimo dois litros de água por dia. 
  • Higienize a pele diariamente. 
  • Use sempre um demaquilante, e nunca durma maquiada. 
  • Proteja a sua pele do sol todos os dias. 
  • Use outras estratégias de fotoproteção. Só o filtro solar não basta. Para ficar bem protegida, é necessário ficar na sombra nos horários de sol forte e complementar o protetor com óculos, roupas e chapéus apropriados.
Além disso, a especialista lembra a importância de se procurar um bom profissional para auxilio no tratamento desejado. “Quando você procura um médico especialista, você está procurando um atendimento de qualidade e acima de tudo com segurança. Somente médicos com experiência na área são capazes de avaliar riscos e benefícios dos possíveis tratamentos. Tendo em vista, a grande variedade e opções de tratamentos estéticos, temos que estar atentos aos reais resultados e perigos associados a eles. Antes de qualquer tratamento de pele procure um dermatologista”, garantiu Joana.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Na íntegra!

As mulheres são mais propensas a desenvolver a doença, veja as dicas da angiologista Juliana Biagioni para combater os vasinhos que tanto incomodam, em entrevista para o Jornal da Alterosa/SBT.